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sábado, 16 de julho de 2011

Doçura é isso mesmo Carlota
Esse negocio que sai saltitante como um monte de pulgas de você,
Pequenas coisas pulantes que fazem rir até chorar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Corações colados martelam
Como uma canção de Thor
E o brololó
De querer um entrar no outro
Aí depende da medida
De cada alma amolecida.

terça-feira, 10 de maio de 2011

belem, blem

Um pássaro dorminhoco
Não quer ser incomodado,
Só que a beleza do alvoroço
Da passarada
Era maior que minha compaixão,
Maior que Deus.
Passava horas assim,
Armando trincheiras
Cercando as algarobas mais pesadas,
Nutrindo minha alma
Com esses acontecimentos
Simples.

Como era bonito ver os bichinhos
Explodindo na noite
Como uma fruta doce.
Eram duzentos sinos
Tomando o céu da cidadezinha.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Algumas léguas submarinas


Olhe passarinha
Seremos uma escova de dente só...
Mas apresso,
É pouco possível que cruzes esse oceano.
Nessas águas grosseiras
Mora um peixe bom que engole gente,
Detesta o sopro que carrega as coisas,
Cortar o mundo num escamoso
Seria uma aventura e tanto,
Mesmo pra o seu bico duro.
Corre
Vamos organizar a mobilha
Pintar nosso interior
Viver numa casa engraçada,
Esquece o vento.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

“O par de botas”




Se os olhos pesam,
Dispensam cumprimentos, ruas inteiras.
Fotografam paisagens esquecidas,
Não alcançam chapéus,
Chaminés ou copas de árvores.
Aquele par de botas de Van Gogh
É o auto-retrato de uma alma pesada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011